
O diretor do campus de Cornélio Procópio da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP ), Sérgio Roberto Ferreira, morreu após ser agredido dentro da instituição na noite desta quinta-feira (20).
Ferreira foi encontrado na sala onde trabalhava com ferimentos na cabeça por funcionários da instituição e chegou a ser encaminhado ao hospital, mas não resistiu.
Os funcionários disseram à polícia que no local havia sinais de possível luta corporal e também um papel no qual continha uma advertência para o professor.
Segundo a Polícia Civil, no início da madrugada desta sexta-feira (21), o professor da universidade Laurindo Panucci Filho, foi preso em Teodoro Sampaio, após confessar o crime.
Na sala onde ocorreu o crime, os policiais encontraram um documento de advertência lavrado pelo diretor em desfavor do acusado. Testemunhas informaram que o autor do homicídio foi visto deixando a universidade por volta das 19h30. Ele teria chegado em sua residência, de onde, bastante nervoso saiu rapidamente, levando consigo algumas malas.
A partir dai, em posse de todas as evidências, a força policial emitiu um alerta de busca e graças ao empenho da Polícia do Estado de São Paulo, foi possível a prisão do fugitivo.
Em busca no apartamento do autor, os policiais recolheram um cutelo de cozinheiro que, em princípio foi considerada a arma usada no crime. Porém, a versão oficial dá conta que o autor usou uma “machadinha” recém comprada; o instrumento (foto) ainda contava com etiqueta de preço.
Segundo o delegado-chefe da 11ª Subdivisão policial do Paraná, João Manuel Garcia, no momento de sua prisão, a arma do crime foi encontrada dentro do seu carro.
Foi investigado que a reunião na universidade, onde Laurindo teria praticado o crime, foi agendada pelo próprio autor. De acordo com delegado, esta não foi a primeira advertência que Laurindo havia recebido do diretor Sergio Ferreira, “por ser doutor na sua profissão, ele não se submetia adequadamente às ordens e recomendações de seus superiores.” Explicou o Delegado.
Laurindo Panucci Filho deverá ser transferido para Cornélio Procópio, onde responderá pelo crime diante de todas as provas recolhidas.


