A fonte de proteína mais barata para o consumidor já não está tão acessível. Nos últimos 12 meses, o ovo acumulou alta de 10,5% e, nos últimos 30 dias, passou por uma verdadeira montanha russa. O preço elevado e as variações não têm agradado produtores, revendedores, nem consumidos.

As cotações atingiram em março o maior patamar real da série histórica do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), iniciada em 2013 para o produto. Nas últimas duas semanas, o freio no consumo acabou segurando o preço.

A caixa com 30 dúzias – para retirada em Bastos (SP), centro produtor – chegou a custar R$ 130,40 para o ovo branco e R$ 153,12 para o vermelho, no início de março. Ao distribuidor, o preço de custo por dúzia, sem contar a logística, estava em R$ 4,34 e R$ 5,10, respectivamente, há um mês.

A cotação, conforme o Cepea, oscilou em 1º de abril para R$ 122,33 (branco) 144,30 (vermelho), preço no produtor, para a caixa com 30 dúzias.

Já no supermercado o consumidor tem encontrado o produto por preço médio de R$ 8 a dúzia, um aumento médio de 10,5% em 12 meses. Para economizar, uma opção é a compra das cartelas com 30 unidades, que saem entre R$ 11 e R$ 14.

É o caso da auxiliar financeiro Jaqueline Bonfim de Souza, moradora na zona Norte da cidade. Por semana, são adquiridas pelo menos duas cartelas, ou seja, 60 unidades. “Não pode faltar na cozinha. É um alimento que a gente usa em vários preparos. É muito prático”, comenta a jovem, que compra de distribuidor, que também vende no varejo.

Flávio Queiroz, que abastece pontos comerciais e também entrega ao consumo final, diz que a procura pelo atacadista é cada vez maior. “As pessoas querem economizar. Por isso, acabam levando em maior quantidade. O preço é melhor e temos ovos para todos os gostos”, pontua.

 

PRODUTOR

O presidente da Associação Paulista de Avicultura (APA), Erico Pozzer, destaca que o produtor ainda não tem repassado ao consumidor final os aumentos nos preços do produto. “Os custos estão em um patamar jamais apurado, devido ao valor do milho e soja ter duplicado. Estes dois componentes são responsáveis por 70% do custo da produção da ave”, avalia.

Pozzer ressalta ainda que o produtor não é o vilão. “O varejista coloca margem de 100% ou mais. É só fazer a conta e ver os preços no ponto de venda ao consumidor. Não está faltando ovo”, garante, em referência à suposta explosão da demanda.

Na eterna queda de braço, o consumidor acaba sendo o moderador do preço. No caso da proteína mais barata, tradicional no consumo de todos os perfis das famílias brasileiras, a principal expectativa é que haja um equilíbrio de preços, principalmente nos momentos de maior crise, quando cada centavo faz a diferença.

Fonte: Marília Notícias

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