
Na noite de sábado (10) cerca de 50 estudantes realizaram uma manifestação em protesto a morte do jovem santacruzense Brian Bueno, 22 anos, após ser abordado na saída da FAPI pelo policial militar Luís Paulo Izidoro, de 28 anos, cujo assassinato completou um ano na última sexta-feira, 09.
Segundo os manifestantes, o ato teve como intuito, uma homenagem a memória de Brian e a cobrança de justiça ao assassinato praticado pela polícia militar contra o jovem.
De acordo com estudantes, a manifestação não se resumiu a protestar contra a morte de Brian, mas também contra a política de extermínio da juventude preta e periférica pelo Estado, com o seu aparato opressor.
Entenda o caso
Brian saía da FAPI com amigos, quando o carro em que estavam recebeu sinal de parada numa blitz policial. De acordo com a denúncia, o PM Izidoro se irritou porque o jovem pôs a mão para fora e levantou um cone de sinalização instalado pela polícia.
Ele se aproximou do jovem, que estava no banco do passageiro, agarrou-o pela colarinho e disparou a arma, uma pistola Taurus. Brian ainda foi socorrido, mas já chegou sem vida ao hospital. Inicialmente, os policiais apresentaram a versão de que o jovem teria reagido à abordagem.
Diante do depoimento de testemunhas, os policiais mudaram a versão e passaram a sustentar que a arma havia disparado de forma acidental. O PM chegou a ficar preso no Presídio Romão Gomes, na capital, mas foi solto após obter o direito de responder pela acusação em liberdade.
Em sua defesa, Izidoro alegou que os ocupantes do carro não atenderam à ordem de descer do veículo. Ao se aproximar da janela do passageiro, percebeu um movimento brusco de Brian e, por segurança, recuou. Nesse momento a arma teria disparado, sem que ele tivesse acionado o gatilho. A juíza entendeu que o conjunto de provas indicam que o jovem foi executado pelo policial. Izidoro vai aguardar o julgamento em liberdade.
PM acusado da morte vai a júri popular
Será julgado por júri popular o soldado da Polícia Militar Luís Paulo Izidoro, de 28 anos, acusado de matar com um tiro o jovem durante abordagem policial. A juíza Renata Ferreira dos Santos Carvalho, da 2ª Vara Criminal de Ourinhos, entendeu que o crime foi doloso (com intenção de matar), praticado por motivo fútil e sem dar chance de defesa à vítima. A data do julgamento não foi marcada. A defesa do policial informou que vai entrar com recurso.


