Vendas do comércio caem 0,7% em junho, aponta IBGE

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14/08/2014 13:08 - Atualizado em 14/08/2014 13:08

Após leve alta em maio, as vendas do comércio varejista voltaram a cair em junho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na comparação com o mês anterior. O recuo foi de 0,7% em relação ao mês anterior, o pior desde desde maio de 2012, quando retraiu 0,8%.

carrosvendaNa comparação com junho do ano passado, o comércio mostrou alta de 0,8% – a mais fraca, na comparação anual, desde junho de 2003, quando o indicador caiu 5,6%.

Em junho, o volume de vendas caiu na maioria das atividades pesquisadas, com destaque para veículos e motos, partes e peças (-12,9%), livros, jornais, revistas e papelaria (-5,3%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,2%), entre outros.

“O comprometimento da renda das famílias, aliado a diminuição do ritmo de crédito e a redução dos dias úteis no mês de junho, o item veículos está com resultados na média móvel puxando para baixo. Os veículos vêm recebendo incentivo do governo há mais ou menos cinco anos, então, além dessa acomodação desse incentivo, tem diminuição do ritmo de crédito, isso faz com que as vendas tenham caído, aliada a junho, com os feriados da Copa do Mundo”, explicou Juliana Vasconcellos, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE.

“Na Copa do Mundo a gente teve uma redução dos dias úteis por conta dos feriados da Copa, e isso impactou sim nas vendas do comércio, principalmente nas atividades de móveis e eletrodomésticos, tecidos e papelarias. O impacto foi menor no item de supermercado”, disse.

Em relação a junho de 2013, o varejo cresceu em metade dos setores. Outros artigos de uso pessoal e doméstico tiveram alta de 7,9%; artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, de 7,7% e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, de 0,5%. No entanto, recuaram as vendas de livros, jornais, revistas e papelaria (-12,1%); equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-7,0%) e tecidos, vestuário e calçados (-2,5%).

De acordo com o IBGE, a atividade de outros artigos de uso pessoal e doméstico exerceu o maior impacto sobre a taxa do varejo. “Esta atividade, por englobar diversos segmentos (lojas de departamentos, ótica, joalheria, artigos esportivos, brinquedos etc.) foi menos impactada pela redução da carga horária comercial decorrente da Copa do Mundo”, segundo o IBGE.

No comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, o volume de vendas ajustado sazonalmente recuou (-3,6%) em relação ao mês anterior e também comparado a junho de 2013 (-6,1%).

“Este desempenho reflete, sobretudo, o comportamento das vendas de veículos, motos, partes e peças, que apresentou queda de -12,9% sobre maio de 2014 com ajuste sazonal, e -18,7% em relação a junho de 2013. A taxas acumuladas desta atividade foram de -7,9% nos seis primeiros meses e -4,3% nos últimos 12 meses”, disse o IBGE.

No varejo ampliado, o comércio de seis estados mostrou crescimento, com destaque partindo do Acre (5,1%), Paraíba (4,9%), Rondônia (4,2%); Minas Gerais (3,4%) e Ceará com 2,8%.

Considerando quem exerce mais impacto sobre a taxa global aparecem Minas Gerais (3,4%); Ceará (2,8%); Paraíba (4,9%); Rondônia (4,2%) e Acre com 5,1%.

Semestre
No primeiro semestre, o varejo cresceu 4,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. “A diminuição do ritmo de crédito e as alíquotas de IPI mais altas, incidentes em algumas categorias de produtos, contribuíram para este resultado”, afirmou o IBGE, em nota.

Receita nominal
Frente ao mês anterior, a receita nominal caiu 0,2% – a primeira queda desde maio de 2012 -, e na comparação com junho de 2013, cresceu 7,4%. No ano, o indicador acumula alta de 10,5% e, em 12 meses, de 11,4%.



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