Sob vaias, São Paulo é atropelado pelo Goiás no Morumbi

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16/08/2015 11:08 - Atualizado em 16/08/2015 11:08

A primeira derrota do São Paulo no Morumbi neste Campeonato Brasileiro foi tão marcante que pode desencadear uma crise. O triunfo por 3 a 0 do Goiás, que está na zona de rebaixamento, fez com que os torcedores se revoltassem com o time durante o jogo deste sábado. Eles gritaram “raça” e “olé”, xingaram Paulo Henrique Ganso e Rafael Toloi enquanto pediam pelo zagueiro e ídolo Lugano.

Foi, de fato, uma noite para esquecer. A atuação foi a pior do São Paulo na competição. Desorganizado e desatento, o time de Juan Carlos Osorio parecia uma equipe que lutava contra o rebaixamento e não uma que ainda está no G4. Ainda que a escolha tática do treinador colombiano não tenha sido a mais feliz, a atuação foi trágica (com ou sem rodízio de jogadores).

O São Paulo continua com 31 pontos na competição e está em quarto lugar. Mas deve perder algumas posições com os jogos deste domingo – Fluminense, Sport e Palmeiras estão no encalço do time. Já o Goiás segue na zona de rebaixamento, com 19 pontos.

O primeiro tempo do São Paulo já foi um bom sinal do que seria a partida: um horror. Foi um time lento, sem poder de criação e desarrumado na defesa, apesar da escalação com três zagueiros. E quando se reorganizou, já perdendo por 1 a 0, até esteve perto de empatar, mas levou o 2 a 0 antes do intervalo.

O Goiás acertou na sua proposta: marcação forte, atrás da linha da bola, e rapidez na transição entre o meio de campo e ataque. A tática era roubar a bola e partir em velocidade.

O primeiro gol nasceu de um contragolpe nas costas de Carlinhos. Erik disparou e cruzou rasteiro. Felipe Menezes, ex-Palmeiras, chegou na segunda trave, mas foi o lateral-direito Bruno quem fez o gol contra, aos 26 minutos.

O esquema de Osorio não deu certo. E àquela altura isso já estava claro. O tal rodízio era o que menos importava – foram oito mudanças em relação ao último jogo. Os três zagueiros é que eram desnecessários diante de uma equipe de forte marcação. Esse erro o técnico colombiano só corrigiu no segundo tempo.

Ainda durante a primeira etapa, com Milton Cruz à beira do campo passando instruções, o São Paulo mudou de postura. Michel Bastos passou a jogar pela ponta direita, como um terceiro atacante. O time ganhou em movimentação e, enfim, chegou muito perto do gol do Goiás.

A defesa do São Paulo, no entanto, continuava desorganizada e mal posicionada. Prova disso foi o segundo gol do Goiás. Felipe Menezes enfiou uma bola no meio da zaga e Erik marcou o Rafael Toloi, que entrou no lugar de Breno (que se contundiu no primeiro tempo) deu um carrinho em vão tentando evitar o gol.

Ganso entrou no segundo tempo no lugar de Edson Silva. O São Paulo pressionou mais, porém levou contra-ataques inacreditáveis fruto de desatenção. Renan Ribeiro evitou o que seria uma goleada. Erik marcou o terceiro aos 31 minutos. Sozinho, de cabeça, ele decretou o resultado do jogo.

A impressão que o time de Osorio deixa na última rodada do primeiro turno é péssima. O que resta ao São Paulo é esquecer o jogo de ontem e aguardar o retorno de Rogério Ceni e Luis Fabiano, pilares do time.

FICHA TÉCNICA:

SÃO PAULO 0 x 3 GOIÁS

SÃO PAULO – Renan Ribeiro; Edson Silva (Ganso), Breno (Toloi) e Lucão; Bruno, Hudson (Thiago Mendes), Wesley, Michel Bastos e Carlinhos; Alexandre Pato e Centurión. Técnico: Juan Carlos Osorio

GOIÁS – Renan; Gimenez, Fred, Felipe Macedo e Diogo Barbosa; Rodrigo, Patrick, David e Felipe Menezes; Erik (Lineker) e Murilo (Bruno Henrique). Técnico: Julinho Camargo

GOLS – Bruno (contra), aos 26 minutos do primeiro tempo; Erik, aos 44 minutos do primeiro tempo e aos 31 minutos do segundo tempo.

ÁRBITO – Marielson Alves Silva (BA).

CARTÃO AMARELO – Ganso (São Paulo).

RENDA E PÚBLICO – Não disponíveis.

LOCAL – Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP).



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