Ingressos para festa foram vendidos dentro da Unesp, dizem pais

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06/03/2015 12:03 - Atualizado em 06/03/2015 12:03

Os pais de uma estudante de Relações Públicas da Unesp, Gabriela Alves Correa, de 23 anos, divulgaram nesta quinta-feira uma carta na qual dizem que os ingressos para a festa “open bar” realizada no último sábado foram vendidos dentro do câmpus da faculdade – o que é proibido.

Na festa, o estudante de Engenharia Humberto Moura Fonseca, de 23 anos, morreu após beber 25 doses de vodca durante uma competição para saber quem ingeria mais álcool. Gabriela e outros dois estudantes também participaram da festa e foram internados em coma alcoólico. Gabriela foi a última a receber alta, às 17h08 de quinta-feira.

Na carta, os pais da estudante, que assinam apenas com iniciais, afirmam que a universidade teve seu nome envolvido no evento e que convites foram vendidos em suas dependências, e pedem que a instituição reforce a fiscalização contra esse tipo de festa. “Não podemos responsabilizar a Unesp, entretanto, esperamos que haja uma maior fiscalização por parte da universidade nos eventos que envolvam seu nome.”

Eles também agradecem as pessoas e instituições que ajudaram na recuperação da filha, prestam solidariedade à família de Fonseca e dizem esperar que “as próximas festas contem com melhor infraestrutura, que os organizadores sejam mais responsáveis e que haja mais fiscalização e rigor das autoridades para que fatalidades não voltem a acontecer”. Eles também pedem que as famílias dos estudantes fiquem mais atentas e orientem constantemente os filhos que moram longe de casa.

Na última quarta-feira, a enfermeira e professora universitária Josely Pinto Moura, mãe do estudante morto, sugeriu uma grande campanha para conscientizar a comunidade acadêmica sobre os perigos do álcool. “As universidades, os pais dos estudantes, o Judiciário, enfim, toda a sociedade deveria fazer uma grande campanha para conscientizar os estudantes sobre o perigo e os riscos dessas festas e do abuso do álcool”, afirmou Josely.

“Isso não vai trazer meu filho de volta, mas pode evitar que muitas mães percam os seus, como eu perdi”, completou. A enfermeira disse também que não pretende responsabilizar judicialmente ninguém pela morte do filho, mas pediu que a Unesp puna os estudantes que promoveram as competições de resistência à bebida.

Outro lado A direção da Unesp afirmou que a venda de ingressos para festas com consumo de álcool é proibida dentro da faculdade e que vai apurar a denúncia feita pelos pais de Gabriela. De acordo com a assessoria de imprensa da universidade, a diretoria da Faculdade de Engenharia do câmpus de Bauru deverá instalar, nos próximos dias, uma Comissão de Apuração Preliminar, que vai investigar a morte de Fonseca e o envolvimento da universidade nos fatos.

A comissão deverá levantar informações e confrontar a veracidade delas, fiscalizar a existência de câmeras, fotos da festa e requerer providências que possam resultar em provas para abertura de uma sindicância para punir os responsáveis.

(Com Estadão Conteúdo)



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