Em Toronto, atletas paralímpicos querem mudar percepção sobre o esporte

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12/08/2015 14:08 - Atualizado em 12/08/2015 14:08

Horas e horas de treino e dedicação em busca de resultados, quebra de recordes e medalhas. Essa é a rotina dos atletas paralímpicos, especialmente nos meses que antecedem grandes eventos esportivos, como o Parapan de Toronto, iniciado na última sexta-feira (7). Exaltando esse profissionalismo, os atletas que estão representando o Brasil no Canadá querem mudar a percepção que grande parte da sociedade ainda tem em relação aos esportes paralímpicos.

A atleta Rosinha dos Santos, da equipe brasileira de atletismo, disse à TV Brasil “estar cansada” de ouvir o discurso de que o esporte é “uma terapia de superação” para as pessoas com deficiência.

“As pessoas precisam enxergar que aqui o atleta com deficiência não é um coitadinho. Aqui, não tem nenhum atleta coitadinho, não. Ninguém aqui tá saindo de casa para conhecer pessoas e superar. Aqui tem atleta de alto rendimento. Igual aos atletas convencionais. O mesmo hino nacional que toca nas Olimpíadas, toca aqui. Todo o atleta com deficiência ou não tem que se superar. Aqui não é só superação”, criticou Rosinha.

Para Daniel Dias, multicampeão na natação e considerado o maior brasileiro paralímpico da história, as conquistas ajudam a mudar essa visão. “Somos atletas e ponto final. Eu treino igual ou até mais do que um atleta olímpico. O esporte tem o poder de mudar e vamos deixar esse legado”, afirmou.

E quem assiste aos treinos e provas paralímpicas não têm dúvidas sobre o profissionalismo dos atletas. A diferença para os jogos olímpicos ou pan-americanos fica por conta do nome das competições. A origem do termo Parapan vem da junção de paraplegia e olimpíada. Mas com a entrada de outros grupos de deficiência, nas últimas décadas, a explicação mudou. O nome vem da preposição grega para que significa junto ou ao lado. Ou seja, que acontece paralelo aos jogos olímpicos e portanto com a mesma importância.

Para o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrei Parsons, a mudança faz todo sentido. “Pelo desempenho, pela performance, pela garra, acho que seria uma grande ideia e vamos sugerir, quem sabe a moda pega, e a gente começa a chamá-los de superatletas que, de fato, eles são”, disse Parsons.

“Deus me fez assim. Acredito que ele tem um propósito para isso e eu fiz uma escolha. Ser feliz e ir em busca dos meus sonhos, então eu escolhi sorrir”, acrescentou Daniel Dias.
Depois de quatro dias de competição em Toronto, o Brasil lidera o quadro de medalhas, com 55 ouros, 37 medalhas de prata, e 43 de bronze. Em segundo lugar aparece o Canadá, com 25 medalhas de ouro e 84 no total, seguido pelos Estados Unidos, com 24 ouros e 79 medalhas no total.



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