China e Austrália fecham acordo que diminui espaço para carne brasileira

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18/11/2014 15:11 - Atualizado em 18/11/2014 15:11

A Austrália e a China assinaram um acordo de livre comércio que pode afetar as exportações de carne bovina brasileira para o gigante asiático. Isso porque o futuro acordo, definido após quase dez anos de negociações, beneficiará especialmente o setor agrícola australiano, com destaque para os setores de carne bovina, vinhos e derivados de leite.

Conforme o tratado, a Austrália deverá se beneficiar com tarifas mais baixas de exportação para agricultores, produtores de vinhos e vários outros segmentos. Enquanto isso, os chineses terão menos barreiras para fazer investimentos em empresas na Austrália, além de que seus trabalhadores terão mais oportunidades de emprego no país da Oceania.

A China é o principal parceiro comercial da Austrália, segundo exportador mundial de carvão. O comércio bilateral supera os 150 bilhões de dólares australianos (130 bilhões de dólares) anuais. As negociações entre os dois países começaram em 2005, mas enfrentaram obstáculos como as divergências sobre produtos agrícolas e as exigências de Pequim, que queria o fim dos limites impostos aos investimentos de empresas públicas.

O acordo, que deverá entrar em vigor em um prazo de cinco meses, foi assinado na capital australiana, Canberra, depois de um encontro, no fim de semana, entre líderes do G-20 em Brisbane, também na Austrália. Um ponto chave da parceria é uma abertura mútua dos mercados financeiros que poderia contribuir para uma internacionalização da moeda chinesa, o yuan.

“Nosso relacionamento chegou a um novo e mais elevado ponto de partida e que devemos ser mais visionários, de mente aberta e definir metas mais ambiciosas”, disse o presidente chinês, Xi Jinping, sob aplausos de parlamentares australianos durante um discurso ao Parlamento do país. “A China espera sinceramente trabalhar com outros países na região para construir um próspero e harmonioso desenvolvimento da Ásia com Pacífico”, acrescentou.

(Com AFP e Estadão Conteúdo)



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