‘Cesta básica da Copa’ sobe até três vezes mais que a inflação

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20/06/2014 11:06 - Atualizado em 20/06/2014 11:06

Produtos e serviços relacionados à Copa estão com alta de preços até três vezes acima da inflação acumulada nos últimos 12 meses.

É o que mostra levantamento do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV, feito a pedido da Folha.

O estudo compara a variação de preços de 22 itens consumidos por brasileiros e turistas durante o Mundial.

A maior “vilã” dessa “cesta da Copa” é a passagem área –alta de 27,29% (entre junho de 2013 e maio deste ano) ante inflação de 6,57% medida pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor).

Calculado pela FGV, o índice mede a variação de preços de bens e serviços de famílias com renda de 1 a 33 salários mínimos mensais em sete capitais: SP, Rio, BH Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília –todas na lista das 12 cidades-sede do torneio.

AUMENTO MÉDIO
O aumento médio dos 22 itens foi de 10,51% nos últimos 12 meses. “Ganharam ‘de lavada’ em relação à inflação média (6,57%)”, diz o economista André Braz, responsável pelo levantamento.

Entre os produtos com maior alta estão sucos de frutas, cerveja e chope (consumidos fora de casa) e carne bovina (veja ao lado).

“Há um efeito da Copa mais relacionado ao preço de serviços como hotel e passagem aérea. São itens com crescimento significativo tanto no período de 12 meses como de um mês para outro.”

Além da Copa, outro fator que pode ter pesado na alta de preços de passagens e hotéis é a antecipação das férias escolares para junho.

Para os analistas, é difícil mensurar, entretanto, qual o peso da Copa na inflação. No caso dos alimentos, por exemplo, a pressão de custos é influenciada por fatores como clima e impostos.

“Alguns preços podem subir ainda mais na Copa devido ao aumento da demanda”, diz Gilberto Braga, professor de Finanças do Ibmec do Rio.

A rede Extra espera vender 40% mais cerveja e 20% mais refrigerantes em comparação com igual período de 2013.

No Walmart, as vendas de bebidas, carnes e salgadinhos devem subir 25% a 30% na Copa em relação ao mesmo período do ano passado.



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