Caso Sueli Feitosa: Advogado diz que ela foi ‘autorizada’ a se beneficiar do esquema

Sueli Feitosa fez uma colaboração pública nesta terça-feira (17)

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17/05/2017 17:05 - Atualizado em 18/05/2017 07:05

O advogado da ex-tesoureira suspeita de desviar mais de R$ 7 milhões da prefeitura de Santa Cruz do Rio Pardo (SP), Luiz Mitsunaga, disse que Sueli Feitosa foi “autorizada” a se beneficiar do esquema de desvio de dinheiro público durante uma entrevista coletiva realizada em Bauru nesta terça-feira (17). A ex-funcionária pública fez uma colaboração pública na Justiça.

A defesa explicou como era feito o desvio de dinheiro. Segundo a ex-tesoureira relatou ao advogado, no final do expediente da tesouraria, o dinheiro que iria ser depositado no banco no dia seguinte era retirado e colocado em um envelope.

 

“A partir do momento que preparava o envelope para o depósito, eles tiravam a diferença a ser desviada e o envelope seguia com o valor menor em relação ao fechamento do caixa”, disse.

Em um documento de onze páginas, Sueli relatou ao advogado o que ocorreu na prefeitura desde a administração do ex-prefeito Adilson Mira. De acordo com o advogado, a suspeita declarou que o esquema de desvio de dinheiro dos cofres municipais teve início com um assessor.

Durante a explicação, Mitsunaga explicou que o esquema de corrupção na prefeitura, segundo Sueli Feitosa, era de conhecimentos de prefeitos.

 

Para não deixar rastros, a ex-tesoureira alegou ao advogado que o sistema de conta contábil e sistema interno sofriam alterações por colegas para dificultar o rastreamento do dinheiro.

Segundo depoimento de Sueli, em 2016, um outro esquema surgiu na prefeitura de Santa Cruz do Rio Pardo, um desvio do desvio. “Existia uma outra pessoa que acabou descobrindo o que ela fazia e se aproveitou da situação. Neste momento ela aponta claramente a outra servidora.”

 

Sueli feitosa está presa preventivamente desde fevereiro. Ela e mais seis pessoas foram indiciados entre outros crimes por peculato, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica falsificação de documento público e associação criminosa.

 



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