Cai diferença entre melhor e pior IDH do país, mas desigualdade persiste

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25/11/2014 15:11 - Atualizado em 25/11/2014 15:11

avenida-luis-carlos-berrini-sao-paulo-20110414-02-size-598São Paulo tem o mais alto índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) entre as regiões metropolitanas do Brasil, segundo levantamento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Fundação João Pinheiro (FJP) divulgado nesta terça-feira. De acordo com o Atlas do Desenvolvimento Humano nas Regiões Metropolitanas Brasileira, a Região Metropolitana de São Paulo tem nota 0,794 em um índice que varia entre 0 e 1. Já Manaus, com 0,720, ocupa a última colocação no ranking. Os dados do Atlas são calculados com base nos Censos Demográficos de 2000 e 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2010, a diferença registrada entre as regiões metropolitanas com o maior e o menor IDHM foi de 10,3%. Dez anos antes, era de 22,1%. Além de dezesseis regiões metropolitanas, o estudo mapeou 9.825 unidades de Desenvolvimento Humano (UDHs), conceito próximo ao de bairros, e concluiu que as desigualdades entre elas caíram entre 2000 e 2010, mas seguem acentuadas.

As regiões metropolitanas que apresentaram os maiores valores para o IDHM em 2010 foram São Paulo (0,794), Distrito Federal (0,792), Curitiba (0,783), Belo Horizonte (0,774) e Vitória (0,772), todas com índices mais altos do que os apresentados em 2000. As regiões metropolitanas de mais baixo IDHM, em 2010, eram Manaus (0,720), Belém (0,729), Fortaleza (0,732), Natal (0,732) e Recife (0,734). Essas regiões, na mesma ordem, eram as de menor IDHM também em 2000.

Em dez anos, as regiões metropolitanas que apresentavam índices mais baixos avançaram com mais velocidade do que as que possuíam IDHM melhor. Por causa disso, as diferenças na pontuação diminuíram. No período analisado, as regiões metropolitanas que tiveram o maior avanço no IDHM, em termos relativos, foram Manaus, Fortaleza, São Luís, Belém e Natal. As que tiveram menor avanço foram as de São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória. As dezesseis regiões analisadas correspondem a quase 50% da população brasileira.

Lançado em 2013, o banco de dados com informações referentes aos 5.565 municípios brasileiros ganhou um recorte mais detalhado por regiões metropolitanas. Por meio do levantamento, é possível constatar que a renda média dos bairros mais abastados de Manaus, por exemplo, é 47 vezes maior que a do mais carente. Em 2010, na UDH classificada como Zona Rural Itacoatiara, a renda per capita média mensal é 169,10 reais. Na UDH Condomínio Residencial Houseville/Condominio Abrahan Pazzuelo/Condomínio dos Advogados, a renda per capita média mensal é 7.893,75 reais. Ao todo, o atlas reúne mais de 200 indicadores de cerca de 9.000 UDHs.

Segundo o estudo, em 2000, 7% das UDHs tinham Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) muito baixo; 32%, baixo; 29%, médio; 21%, alto e 11%, muito alto. Em 2010, não há UDHs na faixa de desenvolvimento muito baixo. O porcentual de UDHs na faixa de baixo desenvolvimento humano é 2%. Já 32% das UDHs tinham IDHM médio; 36%, alto e 30%, muito alto. O IDHM é um número que varia entre 0 e 1: quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano de um estado, município, de uma região metropolitana ou UDH. Para calcular o índice geral, três fatores são analisados: a expectativa de vida, a renda per capita e a educação.

O levantamento mostra que a esperança de vida ao nascer varia, em média, doze anos dentro das regiões metropolitanas avaliadas. “Se consideradas todas as UDHs das dezesseis regiões analisadas, o melhor dado corresponde a 82 anos, enquanto o mais baixo é 67 anos. São quinze anos de diferença em termos de expectativa de vida ao nascer”, mostra o estudo. Quanto à educação, o atlas informa que nas UDHs com melhor desempenho entre todas as dezesseis regiões analisadas, o porcentual de pessoas com mais de 18 anos com ensino fundamental completo varia de 91% a 96%. “Já nas UDHs com pior desempenho, a variação fica entre 21% e 37%, portanto quase três vezes menor”, aponta a pesquisa.

(Com Agência Brasil)



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