Aeronautas e aeroviários param por 1 hora; voos em todo o país são afetados

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22/01/2015 13:01 - Atualizado em 22/01/2015 13:01

O porcentual de voos domésticos atrasados nos aeroportos operados pela Infraero em todo o país chegou a 19,4% às 11 horas desta quinta-feira, depois da paralisação promovida por aeronautas e aeroviários em diversos terminais entre as 6 e as 7 horas. Dos 892 embarques previstos até as 11 horas, 173 decolaram com atraso superior a 30 minutos e 74 foram cancelados, ou 8,3% do total. Às 7 horas, a proporção de decolagens atrasadas estava em 9,1% e a de canceladas, em 5,1%.

Os aeroportos com mais reflexos da greve, de acordo com dados da Infraero, são o de Congonhas (SP) e o Santos Dumont (RJ). No terminal da capital paulista, 49,4% das decolagens previstas para o dia foram afetadas. Dos 83 embarques agendados, 20 atrasaram e 23 foram cancelados. Já no terminal carioca, dos 59 voos previstos, 15 atrasaram e 13 foram cancelados, o que revela que 47,4% das operações foram afetadas.

A concessionária que administra o aeroporto internacional de Guarulhos informou que das 18 partidas programadas entre 6 e 7 horas, 10 tiveram atraso superior a 30 minutos, mas nenhuma foi cancelada. A GRU Airport ainda não tem dados sobre os efeitos da greve nos voos previstos para após as 7 horas.

De acordo com informações do Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA), os grevistas farão assembleias às 15 horas desta quinta nos aeroportos onde houve paralisação para deliberar os rumos do movimento. Até o momento, não há um balanço sobre a adesão de trabalhadores da categoria à paralisação.

Em assembleias no último dia 14, aeronautas e aeroviários rejeitaram por unanimidade a proposta de reajuste salarial de 6,5%, ou 0,16% de aumento real, oferecida pelo Sindicato Nacional das Empresas Aérea (SNEA) – composto por TAM, Gol, Azul e Avianca – na última rodada de negociação com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Transporte da Central Única dos Trabalhadores (Fentac/CUT), ocorrida no dia 12.

TST – O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou na quarta-feira que os grevistas assegurassem a manutenção mínima de 80% dos profissionais em serviço. O descumprimento da decisão considera pena com multa diária de R$ 100 mil. Em outra liminar, o ministro determinou também aos aeroviários (pessoal de terra) a manutenção de 80% dos serviços.

Segundo o TST, na negociação salarial, os empregados das empresas aéreas pedem aumento de 8,5% nos salários e benefícios, melhores condições de trabalho e estabelecimento de um piso salarial para os agentes que fazem o check-in.

(Com Estadão Conteúdo)



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